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Cuidados com crianças e adolescentes devem ser reforçados para o combate da Covid-19, orienta Agevisa

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Aos Leitores, ler com atenção:
Este site acompanha casos policiais. Todos os conduzidos são tratados como suspeitos e é presumida sua inocência até que se prove ao contrário. Recomenda-se ao leitor critério ao analisar as reportagens.

A Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) em conjunto com o Hospital Infantil Cosme e Damião (Hicd), chama a atenção dos pais e responsáveis para os cuidados de prevenção contra o novo Coronavírus entre crianças e adolescentes.

Apesar da Covid-19 atacar de forma mais severa pessoas idosas, crianças e adolescentes também merecem um cuidado especial. Normalmente elas são assintomáticas, mas isso não significa que inexista crianças com sintomas. O fato de não apresentarem sintomas, confere um maior poder de transmissão dentro do ambiente familiar. O alerta tem por objetivo orientar a população a fim de diminuir infecções deste grupo pequeno, mas não menos importante.

Kerry Alesson, coordenador do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) da Agevisa, explica que as crianças mais vulneráveis são aquelas que apresentam comorbidade anterior ao contágio do vírus, ou seja, alguma fragilidade relacionada à saúde ou sistema imunológico. “Isso demonstra a necessidade de atenção maior em relação às crianças e adolescentes, que podem atuar como vetor de transmissão do vírus para os pais e parentes e ainda, desenvolver a doença de forma grave”, alerta.

A médica infectologista da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Cosme e Damião, Antonieta Machado, argumenta que algumas crianças que contraem a Covid-19 apresentam quadro de sintomas normais, se comparado aos adultos, como resfriado, febre, dor de garganta e coriza. Porém, elas podem ostentar outras manifestações diferentes como a diarréia e manchas avermelhadas no corpo. Quando isso acontecer, o ideal é procurar atendimento médico para verificar se os sinais se tratam de Covid-19 ou se é outra patologia que faz parte das enfermidades cíclicas da infância de características semelhantes.

Caso aconteça qualquer situação fora do comum com apresentação de sintomas, é importante levar a criança à uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua casa, ou à uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação médica.

“Não orientamos que venha direto para Hicd, referência de tratamento de alta complexidade, uma vez que aqui a chance é maior, em caso de suspeita, de ter convívio com crianças com Covid-19. Por isso, somente deve ser encaminhado ao hospital quando realmente demonstrar necessidade, como a internação”, comenta.

No hospital, muita gente não abre mão do uso da máscara, como é o caso da Silvia Ferreira, que veio de Lábrea no Amazonas à Porto Velho para acompanhar a finalização do tratamento de saúde da sobrinha Maria Fernanda.

“Sempre me preocupo em não deixar ela tirar a máscara, apenas permito a retirada durante a refeição, em seguida a levo ao banheiro para lavar as mãos. Tenho maior medo por ela e pelos meus filhos, porque eu já peguei, e sei que a Covid-19 já levou familiares de muitas pessoas. Me preocupo tanto em perder alguém da família por causa da doença, então tenho o máximo cuidado com isso”, comenta.

É importante destacar que as crianças aprendem por meio de hábitos e lições. É dever dos pais orientarem as crianças quanto aos cuidados básicos, como lavar as mãos com água e sabão ou álcool em gel, e utilizar máscaras quando sair, fazendo disso um hábito rotineiro. Vale lembrar, que as crianças não devem manipular o álcool, e seu uso deve ser somente com a supervisão de um adulto, pois podem provocar acidentes gravíssimos.

Quanto ao adolescente, o perfil é muito semelhante ao do adulto, pois já tem consciência da necessidade de se cuidar e evitar aglomeração, então é importante que não confie em retirar a máscara, que deve ser bem ajustada ao rosto, o tempo inteiro. Para a médica infectologista, a ocasião ainda exige cuidado e responsabilidade por parte de todos.

“Já teve muito caminho andado, agora é o momento de ter um pouquinho mais de paciência e consciência de usar sempre a máscara, não podemos deixar esquecer sua importância. Procure retirar a máscara somente em casos estritamente necessários”, argumenta de forma enfática.

O diretor em exercício da Agevisa, Edilson Silva, lembra da importância de pais e responsáveis permanecerem atentos às ações de combate à Covid-19, como distanciamento social, higienização de mãos e uso de máscaras. “As regras são iguais para todos, por isso temos que nos manter vigilantes para preservar a saúde de crianças e adolescentes”, conclui.

Cuidados

A propagação da covid-19 originada pelas crianças ocorre, geralmente, pela dificuldade no uso de máscaras. De acordo com nota de orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), crianças menores de 2 anos não devem usar máscara sob o risco de sufocamento ou estrangulamento, já que as crianças dessa idade ainda não possuem coordenação e não são capazes de retirar o acessório sozinhas, sem auxílio dos pais.

A atenção ao uso da máscara deve ser dada as crianças de faixa etária entre 2 a 5 anos, e sua utilização correta dependerá da maturidade infantil. Além disso, as crianças salivam mais, e com uso do acessório, podem contrair uma congestão nasal, ou ainda causar um acidente com o tecido ou elástico da máscara.

Por terem essas adversidades, os pais e responsáveis das crianças que não podem usar máscara, devem evitar aglomerações e passeios com elas, evitando levá-las aos supermercados, lojas, shopping etc. Nestes casos, um dos pais pode ficar com as crianças em casa ou até mesmo no carro, facilitando que apenas um adulto possa sair e resolver algo externo. O convívio com outras crianças deve ser evitado.

“Às vezes é doloroso, mas a gente tem que pensar o que pode acontecer com as outras famílias e a gente sabe que as maiores fontes de contaminação, muitas vezes não estão sendo no trabalho, na exposição nas ruas, são as aglomerações e até mesmo reuniões dentro de casa em que as famílias retiram a máscara ocasionando a transmissão”, comenta Antonieta Machado.

da Secom/RO

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Destaques

Urgente-Alguns municípios de Rondônia incluindo Rolim de Moura entra em colapso a saúde publica e parte dos particulares

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Rolim de Moura e mais alguns municípios entraram em colapso na saúde pública, o Covid 19 vem fazendo muitas vítimas deixando um rastro de destruição, o prefeito municipal de Rolim de Moura Aldair Júlio informou que nosso hospital municipal esta passando por dificuldades ainda maiores em falta de médicos para atender a demanda, embora está correndo atrás de contratação de médicos para trabalharem no hospital municipal, mesmo assim esta muito difícil, porque não esta conseguindo encontrar profissional para atuar.

Segundo o prefeito em um áudio que circula nas redes sociais, onde o prefeito diz;

“ Perdemos dois médicos pelo Covid 19 no ano passado, 4 médicos estão afastados das funções, 2 estão de férias, e agora temos o dinheiro para pagar e não conseguimos profissional, ninguém quer vir para Rolim de Moura, fiz contato com Dr Luiz Ferrari que se colocou a disposição junto sua esposa para atender em Rolim de Moura fazendo plantões”.

O prefeito Aldair Júlio ainda pediu para população se cuidarem, pois não tem como atender no hospital devido o colapso,” por favor cuidem se; diz- Aldo Júlio”

Outros Hospitais como de Ji Paraná entrou em Colapso também, Cacoal o Hospital dos Acidentados emitiu uma Nota informando que não consegue mais atender ninguém, entrando em Colapso também.

Portanto vamos manter todo cuidado, só saia de casa caso for necessário e em ultimo caso, usem mascaras e álcool em gel, vamos nos cuidar, pois se dependermos da saúde não só publica, mas também particular iremos sofrer a consequência, não iremos receber atendimento.

Fonte: Rondonianews

Por Alex Tedeschi

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ENTROU EM COLAPSO: Cacoal não tem mais como socorrer pacientes de covid-19, afirma prefeito

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Foto: Divulgação

O prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, anunciou através de uma transmissão nas redes sociais que a estrutura de atendimento de Saúde pública na cidade entrou em colapso por conta dos atendimentos de cidadãos infectados por COVID-19 no município. 
Todos os leitos de UTI do Hospital Regional de Cacoal, HEURO e hospitais particulares estão ocupados. Isso além de todos os leitos de UTI de municípios próximos como Pimenta Bueno, Espigão do Oeste, Rolim de Moura, Ji-Paraná e Vilhena estarem esgotados. 
A nossa unidade de Saúde não tem mais capacidade de atendimento, por isso estamos pedindo socorro ao Estado para que possamos afinar os últimos detalhes do hospital de campanha”, afirmou Adailton Fúria. 
A prefeitura de Cacoal solicitou equipamentos clínicos e a cidade foi colocada em isolamento restritivo  após um decreto municipal. 
Confira vídeo:

por. Rondoniaovivo – João Paulo Prudêncio

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Pacientes do Amazonas são transferidos para outros estados

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Os 235 pacientes de Manaus que deverão ser transferidos para hospitais de outros estados começaram a ser levados em voos da Força Aérea Brasileira (FAB) na manhã desta sexta-feira (15). O Ministério da Defesa informou que há voos programados ainda hoje para Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte e Paraíba. Hospitais de Goiás, Pernambuco, Ceará e Distrito Federal também deverão receber pacientes.

As transferências ocorrem em meio ao colapso do sistema de saúde amazonense, após recorde das internações por Covid-19 e com uma nova variante do coronavírus circulando no estado (leia mais ao final da reportagem). Hospitais ficaram sem oxigênios para pacientes. O G1 registrou nesta quinta-feira (14) cenas de médicos transportando cilindros nos próprios carros para levar ao hospital e familiares tentando comprar o insumo. Cemitérios estão lotados e instalaram câmaras frigoríficas.

De acordo com o Ministério da Saúde, as transferências dos pacientes do Manaus ocorrerão por via aérea, com duas aeronaves da FAB, e já estão garantidos de imediato 149 leitos. São 40 em São Luís (MA), 30 em Teresina (PI), 15 em João Pessoa (PB), 10 em Natal (RN), 20 em Goiânia (GO), 4 em Fortaleza (CE), 10 em Recife (PE) e 20 no Distrito Federal.

No início da manhã desta sexta, nove pacientes embarcaram no primeiro voo da FAB, que partiu da Base Aérea de Manaus para Teresina, como informou o Comandante da Ala 8 da Base Aérea de Manaus, Brigadeiro do Ar Luiz Guilherme da Silva Magarão. Inicialmente, 13 passageiros seriam transferidos, mas quatro estavam instáveis e não puderam viajar.

“A operação aqui com os passageiros envolveu a preparação da aeronave, que é um C-99, para que ela ficasse com oxigênio disponibilizado, e isso limitou a capacidade da aeronave para até 15 pacientes. A operação é delicada, por isso demorou quase uma hora para que a gente conseguisse fazer o embarque dos pacientes nessa missão”, disse Magarão.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas, os primeiros pacientes saíram dos Hospitais e Prontos-Socorros (HPS) 28 de Agosto e Platão Araújo para receber atendimento no Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina. Um segundo grupo de 15 pacientes deve ser encaminhado para São Luís, no Maranhão, também nesta sexta-feira.

Os governos federal e do estado não detalharam quantos serão os voos para transferir os pacientes e nem quantos dias esta operação deverá durar.

do G1/AM

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