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Agronegócio

Preço do leite dispara nos mercados de RO devido à estiagem e aumento no consumo durante a pandemia

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Emater defende que planejamento é alternativa para aumento do lucro dos produtores nos períodos de seca.

Pixabay/Couleur

O aumento repentino e significativo no preço do leite nas prateleiras dos supermercados tem chamado a atenção dos consumidores e virou assunto nas redes sociais. Em alguns estabelecimentos do estado, a caixa de 1 litro do leite UHT chega a custar R$ 5.

A equipe de reportagem conversou com o diretor técnico da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater), Anderson Kühl, para entender os motivos da elevação dos preços.

Conforme Anderson, a “culpa” pela alta do leite envolve uma combinação de fatores, como o aumento do consumo em meio à pandemia e a redução na importação do Uruguai e Argentina, o que gerou maior demanda sobre o leite brasileiro.

Por outro lado, a produção estadual caiu com o período de estiagem em Rondônia. Com menos chuva, a pastagem seca e o gado tem menos acesso a alimento. A consequência do aumento do custo de produção e menos leite disponível no mercado é a pressão sentida no preço pago pelo consumidor final.

“No período das águas para nós aqui de Rondônia, de outubro a abril, é onde nós concentramos o maior volume de capim em quantidade e qualidade. No período de maio a setembro é o período onde tem uma queda de 90% na quantidade e na qualidade. Como diminui a qualidade do capim e a quantidade ofertada dos animais, a produtividade do animais é baixa. Porque você tem uma quantidade de volumoso que é ingerido por dia”, diz o diretor

Produção em Rondônia
Conforme a Emater, as duas maiores bacias leiteiras do estado ficam na região de Jaru/Ouro Preto do Oeste e Nova Mamoré. A maior parte dos laticínios se concentra na região central.

 Segundo o diretor técnico, o mercado em Rondônia se baseia muito no preço dos produtos e, por isso, no ano passado havia uma tendência de queda no número de produtores, mas com a valorização do produto neste ano, muitos reingressaram na cadeia produtiva.

Cerca de 70% da produção de leite em Rondônia é transformada em queijo mussarela e abastece os mercados de São Paulo e Amazonas. O restante é consumido internamente, principalmente como leite fluido (caixinha ou barriga mole).

Momento bom para o produtor?
Quem não fez planejamento está com um custo de produção maior e não consegue aproveitar o momento de alta nos preços pagos pelos laticínios.

“Está sendo bom para aqueles produtores que tiveram planejamento estratégico e se organizaram pra esse período da seca. Produziram uma silagem de milho, armazenaram e tem o que tratar o animal, ou mesmo um capim elefante cortado, triturado pra fornecer no coxo”, explica Anderson.

Atualmente, o preço pago pelos laticínios aos pequenos produtores está na média R$ 1,80. Até o início do ano, o valor girava em cerca de R$ 1.

Projeções
Kühl acredita que há a possibilidade de uma leve queda de aproximadamente 15% no preço do leite a partir de outubro, com o início do período chuvoso e melhor oferta de pasto. Entretanto, a normalização só deve ocorrer em janeiro.

No último dia 2 de setembro, o governo do estado publicou um decreto que aumenta a taxação de imposto sobre o leite de outros estados e diminui a carga sobre a produção local.

Anderson sugere que os produtores se planejem para a próxima seca em 2021 para conseguir aproveitar o cenário de preços melhores.

“Mais a questão de comprar insumos estrategicamente, porque hoje se tem um milho a quase R$ 70 o saco e esse milho já custou R$ 35 em janeiro. Então o produtor tem que se habituar a fazer compras estratégicas, em grupo e procurar diminuir os custos internos, da porteira pra dentro”, aconselhou.

Fonte: G1 RO

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Agronegócio

Gov discute criação do Programa de Comercialização e Incentivo a Melhoria do Café de Rondônia

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A separação dos grãos de café defeituosos e realizar a secagem em terreiros suspensos ou estufas, têm sido as principais práticas implementadas nos últimos anos em Rondônia

Com o intuito de fortalecer e valorizar a produção dos produtores de café, o Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), estabeleceu em parceria com a Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron), Ministério da Agricultura (Mapa) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a criação do Programa Rondoniense de Comercialização e Incentivo a Melhoria da Qualidade do Café, que financiará com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), a estocagem de cafés de produtores do Estado de Rondônia. A primeira reunião do grupo foi realizada na segunda-feira (5), na sala de reunião da Seagri.

A cafeicultura no Estado de Rondônia tem avançado significadamente nos últimos anos em sustentabilidade e qualidade, isso se deve principalmente a adoção de boas práticas de manejo durante as fases de colheita e pós- colheita pelos cafeicultores. Colher o fruto maduro, fazer a separação dos grãos defeituosos e realizar a secagem em terreiros suspensos ou estufas, têm sido as principais práticas implementadas nos últimos anos no Estado.

Conforme disse o secretário da Seagri, Evandro Padovani, a taxa de administração do programa será custeada pelo Fundo Estadual de Desenvolvimento e Fortalecimento da Agricultura Familiar (Fedaf), ou seja, o programa oferecerá juro zero aos cafeicultores. “Essa é uma determinação do governador, coronel Marcos Rocha e do vice-governador, José Jodan, que visa disponibilizar linhas de créditos diferenciadas a custo zero para que o produtor que trabalha com a produção de café possa ter a oportunidade de esperar o melhor momento para vender o seu café, com um preço diferenciado, agregando ao preço de mercado, de qualidade. Em breve o Governo vai lançar este programa para os cafeicultores, para atendê-los já na próxima safra, até o final de março de 2021 deve estar operando”, explicou.

 

A primeira reunião do grupo foi realizada na segunda-feira (5), na sala de reunião da Seagri

O Programa visa a utilização de recursos do Funcafé para incentivar a melhoria da qualidade do café de Rondônia, e que dê condição ao produtor rural de depositar seu café em um armazém credenciado para que possa esperar o melhor momento para efetuar a comercialização.

De acordo com o superintendente do Mapa em Rondônia, Valterlins Calaça, o programa vai valorizar os cafés de qualidade produzidos no estado, além de possibilitar o alcance do mercado nacional e internacional. “O programa vai dar garantia para o produtor de que ele vai poder armazenar e vender seu produto em um melhor momento, e não fazer a venda antecipada. Para que este projeto siga em frente, o Mapa vai certificar os armazéns que estiverem aptos a receber e armazenar os grãos de café, para ser comercializado no futuro”, explicou.

Segundo Anderson Gomes, superintendente da Conab em Rondônia, a Conab será responsável pelo credenciamento dos armazéns. “Para ser credenciado precisa ter uma certificação do Mapa e toda a documentação necessária deve estar regulada. Com isso, o produtor terá a garantia de receber um adiantamento do produto armazenado e depois, em um momento oportuno, quando entra no período da entressafra, ele poderá vender o café por um preço melhor. Quando a oferta do produto está baixa, a tendência é que a procura e o preço seja maior do que na época da safra”, destacou.

Para o presidente da Emater, o programa será uma forma de estimular os cafeicultores a produzir café de qualidade. “O Concafé, o maior evento de café robusta do Brasil, realizado no Estado, visa a produção de qualidade e sustentabilidade e baseado nisso, o governador Marcos Rocha, e o vice-governador José Jodan buscou junto ao Funcafé, recursos para que a gente estimule os produtores a produzir café de qualidade. Além da orientação, também teremos um grupo que fará junto a Idaron a auditoria desses cafés, certificando que o café tenha realmente qualidade para que o produtor possa junto ao agente financeiro pegar esse recurso do preço mínimo”, disse.

A fiscal estadual da Idaron, Raquel Barbosa, frisou que a Idaron tem uma participação específica em relação a indicação dos cafés que serão armazenados, pois precisam ter critérios de qualidade física, que será feito por uma equipe da Agência Agrossilvopastoril. “As amostras serão separadas, e o classificador dará os pontos em relação aos defeitos, umidade, peneira e depois será avaliado. Os produtores entregam as amostras, a Idaron classifica e emite o laudo de garantia de qualidade do café. Essa garantia é que vai estabelecer o valor do café a ser comercializado”, relatou.

O engenheiro agrônomo da Seagri, Janderson Dalazen que é Q Robusta Grader, destacou que o intuito é atender o maior número de cafeicultores que produzem café de qualidade. O requisito mínimo é que o café seja do tipo 6 para melhor, seguindo a Classificação Oficial Brasileira – COB. “Para chegarem a esse tipo de café os cafeicultores serão estimulados a colherem seus cafés maduros e melhorarem as práticas de pós colheitas, isso por si só já será um grande benefício para a cafeicultura de rondoniense, pois quanto mais maduro e melhor a práticas de colheita e pós colheita, melhor o rendimento e a qualidade do café”, enfatizou.


Fonte
Texto: Sara Cicera
Fotos: Weyne Sharp e Edcarlos Carvalho
Secom – Governo de Rondônia

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Agronegócio

67% dos municípios de Rondônia já cultivam soja, revela IBGE

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Soja já está presente em mais da metade dos municípios de Rondônia — Foto: Jaelson Lucas/AEN

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (1°) revelou que 67% dos municípios de Rondônia cultivaram soja na safra 2019/2020. Isso corresponde a 35 das 52 cidades, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Somente no ano passado foram plantados 344 mil hectares de sojicultura no estado, o que gerou uma produção de 1,19 milhão de toneladas (um aumento de 18% em relação a 2018).

Apesar de Vilhena ser chamada por muitas pessoas como a “capital da soja”, Corumbiara foi o município que mais colheu soja no ano de 2019, segundo a pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM).

Veja o top 3 da produção de sojicultura:

  1. Corumbiara – 147 mil toneladas
  2. Vilhena – 142 mil toneladas
  3. Pimenteiras do Oeste – 133 mil toneladas

MILHO

A pesquisa de Produção Agrícola Municipal (PAM) também divulgou a produção de milho na última safra em Rondônia. A cultivar cresceu 27,6% entre 2015 e 2019 no estado, segundo o IBGE, ultrapassando um milhão de toneladas.

A área plantada subiu de 175 mil hectares para 225 mil hectares no período avaliado.

Veja os municípios que mais produziram milho:

  • Vilhena – 214 mil toneladas
  • Cerejeiras – 144 mil toneladas
  • Corumbiara – 120 mil toneladas

Fonte: G1/RO

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Agronegócio

Atenção Santa Luzia chegou no Pet Shop Oliveira uma super novidade em ração para seu animal de estimação.

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