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Extremamente rara, lontra albina é vista no Pantanal

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Este site acompanha casos policiais. Todos os conduzidos são tratados como suspeitos e é presumida sua inocência até que se prove ao contrário. Recomenda-se ao leitor critério ao analisar as reportagens.

Ela tem o corpo inteiramente branco e o focinho cor de rosa

Um grupo de turistas teve uma grata surpresa em uma recente visita ao Pantanal, na porção sul-mato-grossense. A lontra albina vista por eles durante um passeio de barco é uma raridade no mundo. No Brasil, só se tinha conhecimento de um mamífero albino, que vive no Parque Zoobotânico de João Pessoa (PB).

Com o corpo inteiramente branco e o focinho cor de rosa, a lontra foi vista por guias de uma pousada por duas vezes durante o mês de agosto.

A administradora da Pousada Aguapé, Joana Tatoni, contou em entrevista ao G1 que a viu durante um passeio de barco, mas só conseguiu identificar que ela era “diferente” ao se aproximar. “Ela estava sozinha e se alimentando de um peixe” disse.

As lontras albinas são consideradas muito raras e de acordo com o oceanógrafo Oldemar Carvalho, são frutos de genes recessivos. Há, de acordo com o especialista, casos registados na Escócia, mas com outra espécie de lontra.

Como essas mutações são muito raras e com poucos casos relatados, o oceanógrafo explica que os estudos ficam prejudicados, mas já é possível afirmar que a lontra albina tem algumas desvantagens na natureza, como a dificuldade de camuflagem e o incômodo nos olhos devido à maior exposição aos raios solares.

Por isso, a lontra albina pode ter a visão prejudicada em dias muito claros. Ela ainda pode ter dificuldade no acasalamento e o filhote pode sofrer com a rejeição da mãe.

 Fonte: Mega Curioso

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Agronegócio

MEIO AMBIENTE: Produção de café cria alternativa ao desmatamento em Rondônia

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Foto: Divulgação

 

AGÊNCIA BRASIL – As lavouras de café no Estado de Rondônia estão propiciando, em 15 municípios, emprego e renda a 17 mil famílias, inclusive indígenas, sem destruir a Floresta Amazônica. De acordo com estudo elaborado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, durante a última década, a área dedicada ao cultivo do fruto diminuiu e a produção aumentou.
Em 2011, os rondonienses dedicavam 318 mil hectares de suas lavouras ao café e produziam 1,9 milhão de sacas. A expectativa de produção para a safra deste ano é superior a 2,3 milhões de sacas, em uma área plantada 78% inferior à de 2001, com 71 mil hectares.
Se dilatar o intervalo de tempo, o ganho da produtividade impressiona ainda mais. Em 2001, a média de eram oito sacas por hectare. Hoje o rendimento médio é 36 sacas por hectare, crescimento de 400%. Conforme Enrique Alves, autor do estudo e pesquisador da Embrapa em Rondônia, há lavouras produzindo até 180 sacas por hectare.
Ciência, tecnologia e o propósito de produzir sem destruir a floresta estão por trás desses resultados. O café chegou em Rondônia na década de 1970 trazido por colonos do Espírito Santo, Minas Gerais e Paraná. A demarcação de terras indígenas, conforme previsto na Constituição Federal (1988), devolveu áreas aos índios que se reinstalaram em territórios onde havia café plantado. Os indígenas não estenderam as áreas desmatadas e mantiveram o cultivo do café.
Inovações
A cultura do café em Rondônia evoluiu com o tempo e apoio da Embrapa. A pesquisa aplicada melhorou genética e permitiu a adoção de novas técnicas para preparar o solo, distribuir as plantas na lavoura, fazer irrigação e a poda das plantas.
No estado, a produção de café é favorecida pela umidade e temperaturas altas. Além disso, há lavouras integradas a matas, em ambiente mais arborizado, o que cria microclima que modifica o desenvolvimento das plantas.
O manejo da colheita, que na região começa em abril e pode ir até agosto, também foi aperfeiçoado para tentar mais uniformização de crescimento e a colheita simultânea de o máximo de frutos maduros. Para o pós-colheita, se desenvolveram novas técnicas para secagem, solar ou mecânica, em temperatura alta (35 a 45 graus centigrados). Nova rotina de armazenamento foi adotada para evitar fungos.
O pesquisador Enrique Alves se orgulha das técnicas desenvolvidas e dos resultados atingidos. Ele também opina que o café de Rondônia viceja futuro melhor a quem trabalha na lavoura. “O café é amigo da floresta. Onde tem café tem mata”, assinala. Segundo ele, a preservação do meio ambiente e os ganhos de produtividade agregam valor ao café. “Quando tem agregação de valor, é maior renda para quem produz e menor a necessidade de grandes áreas para a atividade.”
“Se existe uma região no globo terrestre que pode aumentar vertiginosamente a sua produção de café, sem que seja necessário um único hectare de desmatamento, ela está no Estado de Rondônia”, escreveu o pesquisador no estudo divulgado pela Embrapa.
Indicação geográfica
Enquanto aguardam o lançamento de um novo pó de café por uma das maiores marcas do país, os produtores de Rondônia trabalham para que o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), ligado ao Ministério da Economia, reconheça as “Matas de Rondônia” como indicação geográfica de procedência e da maneira de produzir café.
Caso isso ocorra, será a sétima região do pais a ter o reconhecimento – após o “Cerrado Mineiro”, “Mantiqueira de Minas”; “Alta Mogiana”, “Região de Pinhal”“Oeste da Bahia” e “Norte Pioneiro do Paraná”. Rondônia é o maior produtor de café na Amazônia e é o quinto em produção nacional – após Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Bahia.
O café cultivado em Rondônia é o do tipo robusta (canéfora). O café é muito procurado pela indústria cafeeira para compor com o café arábica, que é mais produzido no Brasil. O café robusta complementa o arábica, mais doce, e propicia mais corpo à bebida, além de acrescentar mais cafeína.
“Eu digo sempre que o arábica é bossa nova, e o robusta é rock’n roll”, explica Enrique Alves.
Além de baratear custos de blends e de solúveis, quando há mistura dos tipos de café cria-se efeitos que agradam o paladar, como a formação de crema no café tirado em máquinas de espresso.
O pesquisador assinala que os produtores de Rondônia trabalham para que o café robusta entre também no mercado de cafés especiais dentro e fora do país. Para isso, adotaram a torra do café entre o ponto claro e médio, e incorporaram novos processos de fermentação na preparação dos grãos. “O café fino robusta é bastante equilibrado, tem doçura e acidez. Preenche a boca de forma mais aveludada.”
Renda em vez de desmatamento
Por ser produzido na Floresta Amazônica, inclusive por indígenas, e por favorecer a preservação ambiental, o café de Rondônia tem apelo comercial do “consumo engajado”, crê Alves. “A Europa faz muito isso. É uma forma de preservação. Aprender a valorizar isso é salvar a agricultura familiar. Quem ama florestas, consome cafés sustentáveis.”
Estimativa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) é de que em 2019 mais de 1,2 mil quilômetros quadrados tenham sido desmatados. O dado é gerado a partir da análise de imagens de satélite (Lamdsat) pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes).
O desmatamento de Rondônia contribuiu com 12% da destruição da floresta na Amazônia Legal, o estado ocupa uma área inferior a 5% dessa região. No ano passado, fiscais do Ibama relataram problemas de roubo de madeira na Floresta Nacional do Jamari e o crescimento do desmatamento em 455% no município de Cujubim. Em Espigão d’Oeste os alertas de desmatamento cresceram em 332%.
O desmatamento ilegal e os focos de incêndios em Rondônia são monitorados desde abril pelo Comando Conjunto Príncipe da Beira, sob orientação do Ministério da Defesa, em articulação com Ibama, ICMBio, Força Nacional de Segurança Pública, Agência Brasileira de Inteligência e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
O pesquisador Enrique Alves é enfático ao dizer que a cultura de café em Rondônia evita o desmatamento. “Nas regiões onde ocorrem as queimadas estão fazendo abertura de área para pastagem, soja ou outra cultura. Se nessas regiões tivesse café gerando renda, possivelmente esse tipo de atividade seria muito menor.”
Agência Brasil
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Agronegócio

Avanço do desmatamento deve levar Brasil a ter aumento nas emissões mesmo com paralisação da pandemia

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Estudo do Observatório do Clima aponta que país contraria tendência mundial de baixa nas emissões em 2020. Ministério do Meio Ambiente criticou grupo responsável pelo levantamento.

Foto: Getty Images via BBC

As emissões de gases de efeito estufa devem subir entre 10% e 20% no Brasil em 2020 em comparação com 2018, último ano de dados disponíveis. A análise feita pelo Observatório do Clima coloca o país na contramão de outras nações. A expectativa é de que a recessão causada pela pandemia de Covid-19 leve a uma queda de 6% na emissão destes gases no planeta neste ano.

A razão para que o Brasil contrarie a tendência mundial é o forte aumento no desmatamento da Amazônia, segunda nota técnica do Sistema de Estimativas de Emissão de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório do Clima divulgada nesta quinta-feira (21).

De acordo com o documento, as emissões decorrentes do desmatamento serão 29% maiores em 2020 considerando a média dos últimos cinco anos nos meses de maio a julho. Esse aumento deve compensar a queda de emissões nos setores de energia e na produção industrial.

A organização estima que se o desmatamento em maio, junho e julho for semelhante ao do ano passado neste mesmo período, as emissões na Amazônia podem ser 51% maiores do que em 2018 – o desmatamento é calculado entre agosto de um ano e julho do ano seguinte.

O setor de transportes, afetado pela pandemia, principalmente nos transportes aéreo e no individual de passageiros, teve queda baixa de 1% nas emissões – o consumo de diesel no transporte de cargas teve aumento.

Em 2018, o Brasil emitiu 1,9 bilhão de toneladas brutas de CO2. A expectativa é de que as emissões em 2020 fiquem entre 2,1 bilhões e 2,3 bilhões de toneladas brutas, a depender do avanço do desmatamento na Amazônia.

“O efeito da pandemia é redução das emissões no mundo inteiro. Mas, no Brasil, temos a maior parte das emissões vinculadas a mudanças do uso da terra, que estão descoladas da Covid-19”, explicou Tasso Azevedo, coordenador do Seeg.

As estimativas deste ano afastam o Brasil do cumprimento de metas da Política Nacional de Mudança do Clima, que prevê números decrescentes para 2020, e do Acordo de Paris, que prevê a emissão de 1,3 bilhão de toneladas brutas de CO2 para 2025.

“A aceleração do desmatamento e das emissões decorre diretamente das ações do governo Bolsonaro de desmontar os planos de controle, por um lado, e estimular o crime ambiental, por outro. O Brasil se tornou uma ameaça ao Acordo de Paris, num momento em que precisamos mais do que nunca avançar na estabilização do clima, para evitar uma outra grave crise de proporções mundiais”, completou Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.

Em nota, o Ministério do Meio Ambiente não rebateu os dados do desmatamento, mas criticou o grupo responsável pela estimativa.

“Essa entidade e seus membros não tem postura construtiva. Sobrevivem do alarmismo e de angariar fundos para falar mal do Brasil aqui e no exterior”, afirmou o ministério.

 Fonte: G1

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Agronegócio

Brasil deve bater recorde de exportação de carne suína mês a mês, com demanda puxada pela China

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De acordo com analista, carne de frango também tem bom desempenho no mercado externo, e proteínas brasileiras devem permanecer competitivas no exterior devido ao câmbio

As exportações de proteína animal brasileiras devem seguir fortes nos próximos meses, de acordo com o analista da Safras e Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Ele explica que a China deve seguir puxando maiores volumes, mas que de forma geral, com a competitividade dos produtos devido ao câmbio e a previsível recessão econômica no Brasil, que deve fazer com que as agroindústrias foquem nas exportações.

Outros fatores citados pelo analista que podem contribuir para a continuidade dos bons resultados das exportações brasileiras são os problemas logísticos na União Europeia e o fechamento de plantas processadoras de carne nos Estados Unidos

Segundo Iglesias, é possível que as exportações de carne suína sigam batendo recorde mês a mês, justamente por causa do gap de proteínas animais na China, que teve seu plantel de suínos devastado pela Peste Suína Africana (PSA). 

“No caso da China, há um misto de demanda imediata, já que foi o primeiro país a começar a sair do isolamento por causa da pandemia do coronavírus, somado à recomposição dos estoques estatais. A PSA ainda não foi controlada, e deve levar cerca de dois anos para que a situação comece a se normalizar”.

Neste mês de maio, o analista destaca que os resultados são muito positivos para o Brasil, tanto para as exportações de carne de frango quanto suínas. Ainda que a carne de frango esteja com o valor pago por tonelada 20% abaixo do que era praticado no ano passado, as vendas externas ainda são muito rentáveis por causa do câmbio. 

No primeiro quadrimestre deste ano, foram exportadas 275 mil toneladas de carne suína, o que representa 30% a mais do que o embarcado no ano passado, e 1,34 milhão de carne de frango, avanço de 7% em relação ao período de 2019. 

“Isso mostra a solidez na produção brasileira, que não foi afetada, mesmo com os fechamentos pontuais de frigoríficos aqui. Temos que observar também que haverá uma recessão econômica no país quando a pandemia terminar, e com certeza a agroindústria estará focada nas exportações”, explicou. 

Por: Letícia Guimarães

Fonte: Notícias Agrícolas

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