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Unidades da ‘Farmácia Popular’ serão fechadas na sexta-feira, 9, em Porto Velho

A Prefeitura de Porto Velho anunciou o encerramento do programa ‘Farmácia Popular’ na capital na terça-feira (6), meses após o Governo Federal anunciar o encerramento do programa a nível nacional. Até o início do ano, apenas três unidades operavam no estado, porém, a que funcionava em Vilhena (RO), no Cone Sul, foi fechada em maio.

A verba recebida do governo que antes era destinada ao programa, agora será investida nos atendimentos em quatro unidades da rede pública. Em uma coletiva de imprensa realizada para anunciar as mudanças, o secretário da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Alexandre Porto, e a gerente da Divisão da Assistência Farmacêutica na Rede Municipal de Saúde, Lígia Silveira, deram detalhes sobre a nova forma de atendimento à população.

“Com a extinção do programa, antecipamos por meio de um projeto já existente a redistribuição na nossa rede, não só os medicamentos da farmácia básica, programas e antibióticos, mas também incluir medicamentos de controle especial, que são os controlados nas unidades Zona Leste, Sul e Noroeste”, explica a gerente. Lígia diz ainda que a adaptação será gradual “isso não vai acontecer bruscamente, pois vamos nos adequando, mas sem deixar de atender os pacientes”, declara.

Segundo o secretário da pasta, a verba repassada pelo governo para a distribuição dos medicamentos será alterada. “Faz sete anos que o valor do repasse do Governo Federal para o programa está congelado no valor anual de R$ 5,10 por habitante. No caso de Porto Velho, com 511.219 mil habitantes, era repassado o valor de R$ 2.607.216, 90. Agora há uma reajuste de R$ 5,58 por habitante e passa a ser o valor de R$ 2.852.602,02. Lembrando que o valor de repasse não cobre os gastos que temos anualmente”, diz Alexandre Porto.

 
 

Dos medicamentos disponibilizados nas unidades que serão fechadas, apenas sete não farão mais parte da distribuição nas unidades da rede municipal. Conforme Lígia, uma atualização definiu quais medicamentos seriam de responsabilidade municipal, estadual ou federal da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename).

“São 112 itens do Programa Farmácia Popular. Somente sete não vão ser distribuídos. No programa de 2004 houve atualizações da Rename, que é quem define por via Governo Federal do Ministério da Saúde o que é competência da União, do estado e do município. Dos sete, quatro não estão na Rename, ou seja, não fazem mais parte do Sistema Único de Saúde (SUS), e dois deles são competentes do estado”, fala.

Em Porto Velho existem duas unidades com o perfil das que serão adequadas pela Semusa aos demais pontos da distribuição de medicamentos. ”O Centro de Especialidades Médicas (CEM) e a unidade Rafael Vaz e Silva, que está atendendo desde de 16 de março, têm o perfil das novas unidades que se exterá para as policlínicas Amildo Godinho e Manoel Amorim de Matos”, ressalta o secretário.

 

Em comparação do número de atendimentos entre as farmácias que serão fechadas e as unidades que distribuirão os medicamentos, Lígia explica que a população não sofrerá danos, já que o movimento das unidades de saúde é maior que o das duas farmácias juntas.

“O CEM hoje está com o atendimento médio de 525 pessoas por dia e o atendimento no Rafael Vaz e Silva é menor quantidade, mas se comparada a Farmácia Popular, por exemplo, a do Centro que é a que mais atende, o número de pessoas dias é de 100. O CEM já atendia muito mais do que as duas unidades da ‘Farmácia Popular’ juntas. A adaptação deve ser boa”, conclui.

Medicamentos que não serão distribuídos pela rede municipal:

Cloreto Potássio
Tiabendazol
Nistatina
Salbutamol 2mg

Por G1 RO

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