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Justiça determina internação psiquiátrica para homem que queria matar juiz

Homem foi acusado de sequestro qualificado, roubo e dano ao patrimônio em Cerejeiras (RO). Ele foi absolvido impropriamente por ser considerado inimputável.

 

A 2ª Vara Criminal de Cerejeiras (RO), na região do Cone Sul, determinou que Adalto de Oliveira, agora com 28 anos, seja internado por um ano para receber tratamento psiquiátrico. Ele foi julgado na semana passada e absolvido impropriamente das acusações de sequestro qualificado, roubo e dano ao patrimônio, em virtude de ser considerado inimputável.

Conforme o laudo de insanidade mental, o acusado sofre de esquizofrenia. Após cometer os crimes, Adalto tentou entrar no fórum armado, pois queria matar o juiz, em abril de 2016. O caso foi citado em uma reportagem do Fantástico em maio de 2016.

Em depoimento, o acusado afirmou que não se lembrava dos fatos ocorridos no dia dos crimes. Contudo, o juízo reconheceu a autoria e materialidade dos crimes, haja vista que o réu foi identificado por todas as vítimas do processo. 

 

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A primeira vítima, inclusive, relatou em juízo os detalhes do vestuário utilizado pelo acusado: cueca, sutiã vermelho e bota country. O homem, que foi sequestrado na zona rural, contou ainda que Adalto pronunciava frases desconexas e dizia que iria praticar um roubo e depois matar o juiz.

O réu passou por exame de insanidade mental, que concluiu que ele sofre de “esquisofrenia paranóide, com episódios psicóticos, delírios persecutóriose e alucinações auditivas em sua maioria”.

Com isso, apesar de ter reconhecida a autoria e materialidade dos crimes, Adalto foi considerado inimputável, ou seja, que ele era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito dos fatos.

O juízo absolveu Adalto impropriamente e determinou que fosse internado por um ano, no mínimo, para tratamento psiquiátrico. Ele deve ficar sob custódia na enfermaria da Penitenciária Estadual Ênio Pinheiro ou na ala psiquiátrica do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, em Porto Velho.

Juiz Fabrízio de Menezes virou alvo do suspeito na época (Foto: Reprodução/TV Globo)
 

Na absolvição imprópria, mesmo confirmada a autoria e a materialidade dos crimes, o juízo reconhece a inimputabilidade do réu e determina a aplicação de medida de segurança, que neste caso, foi a internação.

O advogado Mário Guedes Junior, que defendeu Adalto, explicou ao G1 nesta quinta-feira (10), que o cliente ainda está em Cerejeiras aguardando o comunicado sobre vagas nas unidades que pode ser internado.

Na época dos crimes, Adalto era suspeito de estupro e estaria revoltado porque o juiz havia determinado sua prisão. A Polícia Civil investigava a denúncia de que ele havia abusado da enteada, que tinha 12 anos. “Este caso ainda não foi julgado e ainda está em trâmite”, esclarece o advogado.

Crimes

De acordo com a Polícia Militar (PM), a ocorrência começou na Zona Rural da Comarca. Um motorista de 41 anos contou que Adalto apareceu de cueca na estrada, com uma espingarda em punho. Em seguida, o acusado obrigou a vítima a dirigir até a cidade, pois queria ir ao fórum “acertar contas com juiz”, por ter mandado prendê-lo.

No trajeto, Adalto abordou um motociclista e roubou objetos que estavam na garupa do veículo; artigos para montaria em cavalo e uma mochila com itens pessoais. Ele mandou o motorista do carro recolher os objetos e colocá-los dentro do veículo.

Durante o segundo crime, o condutor da motocicleta aproveitou um descuido do acusado e fugiu para o mato. O motorista foi obrigado a furar os pneus da moto e Adalto ainda riscou toda a lataria do veículo. Depois disso, seguiram viagem.

Ao chegar em frente ao fórum, Adalto rendeu uma terceira pessoa, que estava dentro de um carro. Com a espingarda apontada, fez a terceira vítima lhe entregar a quantia de R$ 400 e ainda amassou a lataria do veículo. Depois, tentou entrar no fórum armado, mas foi impedido pelo guarda e por dois policiais que estavam de folga.

Com o suspeito foi encontrado a quantia de R$ 400, duas espingardas e um canivete. Ele foi preso em flagrante e levado para a Cadeia Pública de Cerejeiras.

 Fonte: G1/RO

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